terça-feira, 8 de abril de 2014

Aquela reportagem sobre o poliamor

Em tempos conheci um leitor deste blog que era poliamoroso. Culto, educado, inteligente, galanteador e, ao contrário do senhor da reportagem, giro. Mesmo giro. 
Eu, que tinha uma série de preconceitos, sobre o poliamor adorei lanchar com o rapaz  que, resumidamente, me explicou que amava pessoas e não géneros e que no seu grupo de amigos metade das pessoas sentia atracção por outras que não os parceiros mas que a sociedade lhes exigia a fidelidade, algo que não acontecia com mais nenhuma espécie do reino animal. Acrescentou que o adultério era comum, muito comum, entre as pessoas que o rodeavam à conta dessa necessidade de tomar posse sobre o ser amado mas que, na prática, nos mundos secretos de cada um metade dos seus amigos já tinha traído os seus parceiros. Ele não queria isso para si. 
Lá me elucidou que poligamia e poliamor não são conceitos semelhantes pois o segundo é transparente e do conhecimento de todos e permite que todos os envolvidos tenham múltiplos parceiros enquanto na poligamia há uma pessoa que tem mais que um parceiro, sem que as restantes possam fazer o mesmo, ou seja, é uma forma de poliamor unidireccional e egoísta.
Eu, que sou pela liberdade de cada um fazer da sua vida o que bem lhe aprouver, não deixei de me colocar a questão: aquela filosofia serviria algum dia para mim? Nããã! (Embora o rapaz fosse giro e, de bom grado, lhe desse uma trinca e, noutras circunstâncias, o tentasse converter ao monoamor...)
Portanto, ontem ao assistir à reportagem sobre o poliamor não pude deixar de esboçar um sorriso ao lembrar-me do Ronan e da única coisa que me inquietou na reportagem não ter sido nada sobre a temática da mesma mas, sim, a constatação que as madeixas californianas já chegaram ao Universo masculino...



Nossa Senhora das Fashionistas me acuda!

13 comentários:

Sister V. disse...

Não sei como arranjou uma quanto mais várias...

PM disse...

Eu vi isso ontem e a minha inquietação, para além de pensar como é que ele engatou 4 e eu pronto..., foi mesmo a questão do raio das madeixas.

Que raio é aquilo!?!?!?

Opinante disse...

Ontem fiz um post sobre isso mesmo!! Tem graça que fiz o mesmo comentário (Sobre as madeixas) lá em casa!!

Mulher Mesmo de Sonho disse...

Tenho alguma dificuldade com o conceito do poliamor, embora compreenda o racional da teoria. A merda é que nisto dos sentimentos, num tirinho mandamos o racional janela fora. E até damos por nós a amar um homem com californianas.

Fuschia disse...

Para mim foi importante a distinção entre poligamia e poliamor porque as relações poligâmicas que se conhecem são sempre com homens a terem várias parceiras mas nunca o contrário, o que me irrita solenemente.

Scarlet Red disse...

Ah! Ah! Ah! Eu pensei o mesmo que tu... e que eram todos feios! :D
Mas aquela cena no metro delas em cima dele a beijarem-se a 3 transformou o poliamoroso em hardcore de 5ª categoria.

Johnny Guitar disse...

Exemplos de animais monogâmicos:

Pinguins imperadores, castores, gibões, lobos cinzentos, cavalos marinhos, ratos da Califórnia, águias carecas, araras e uma boa parte das outras aves.

Mirone disse...

O poliamor "mão me aquece nem arrefece", desde que o meu marido não o seja, claro está. Se alguém ama duas pessoas ou mais e o/os parceiros não se importam, pois que sejam felizes...

Faz-me um bocado de confusão que digam que no reino animal não há outros casos de fidelidade, quando não é assim. Alguns gorilas, a ratazana da pradaria, , o albatroz, o cisne, alguns antílopes, as cegonhas, as araras, as corujas são animais monogânicos. Vivem em família e ano após ano acasalam com o/a mesm0/a companheiro/a...

Cláudia F disse...

Já eu acho que a única coisa que se aproveita são mesmo as madeixas! :D

www.melhorquexanax.blogspot.pt

rosa do deserto disse...

Tenho a mesma opinião: a única coisa de que não gostei foram aquelas pontas amarelas. Por mais que se tente aquilo nunca me irá parecer "madeixas", mas sim "há bué de tempo que não pinta o cabelo depois de os descolorar".

Quanto à questão do poliamor... Acho muito bem. É exatamente o que penso desde há alguns anos. Pois, para mim é muito simples e tudo se resume a isto: se não se aceita está-se a ser hipócrita. Porque quem quer mesmo ter vários/as parceiros/as tem-nos, a questão é que uma das partes não sabe. E não sejamos hipócritas: grande parte das pessoas da nossa sociedade trai ou já traiu o parceiro. Sim, digo-o com toda a convicção pelo que já passei e por aquilo que tenho observado nos outros. E sim, conheço muita gente que trai o/a respectivo/a e que (esse respectivo/a) nunca chega a saber... Ou às vezes sabe e é uma carga de trabalhos.

Basicamente eu sou a favor de toda a gente poder fazer o que quiser desde que não interfira negativamente com o outro. É simples. Por outro lado, o facto de se concordar com uma coisa não quer dizer que queira isso para si próprio...

Sílvia disse...

Ahahah também foi a primeira coisa que pensei isso das madeixas!

Catarina Leitão Martins disse...

"a sociedade lhes exigia a fidelidade, algo que não acontecia com mais nenhuma espécie do reino animal." - esmagadora maioria das aves são monogâmicas, sem contar com muitas outras espécies que não "avoam". :)

sushi disse...

Lol, pensei o mesmo que tu! que raio de cabelo, god!

coisasquetaiseafins.blogspot.pt

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